segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Sorria



Sorria, o senso de humor faz bem à vida
Sorria e a digestão será melhor
Sorria, o espelho agradece
Mesmo na reverência de um culto
Sorrir não atrapalha a oração
Sorria, isto faz bem aos músculos da face
Sorria de si mesmo
Dê um sorriso para as "verdades dos políticos"
Quando alguém contar uma piada sem graça
Sorria, sorria...
Se o mundo te ofende e o faz chorar
Tente um sorriso nem que seja amarelo
Logo, logo haverá um arco-íris de gargalhar...
Provoque e aceite sorrisos
Jamais torne-se um debochado
Quer um conselho?
Sorria! Deus está filmando.


sábado, 29 de agosto de 2009


Acorde!


Acorde homem!
O sol o convida
Para ver o florir...
É hora da ciranda da vida:
Animais, vegetais e minerais
O lindo matiz respira e aspira
Um cheiro bom!
Acorde homem; só tu que hibernas!
O que sonhas?
Com as MATAS, aquela que tu matas
Com a floresta, a pouca que resta
Acorde homem, saia de tua toca!
Troque um simples olhar com as flores
Namore com as aves....
Sobrevoe bosques e lagos nas asas dos pássaros
Acorde, banhe-te com o crepúsculo!
Cante ao Criador
Acorde homem para ver o mar e seus peixes!
Antes que as nuvens radioativas toque a canção da morte
Venha viver a vida
Venha assistir a primavera,
E aprender com as borboletas o processo da liberdade
Homem não durma a vida inteira
Venha lambusar-te de mel
E aprender com as abelhas
O belo da primavera
E muito mais, saber que Deus nunca dorme

sexta-feira, 28 de agosto de 2009


Na janela

Moça, caminhe devagar sob minha janela
Eu sonho uma canção, ela é pra você
Da melodia sai uma rosa
Ela é pra você
Pode cheirá-la, pode guardá-la
Ela é pra você
Uma rosa dura muito pouco
Moça, caminhe devagar sob minha janela
Sou maestro de mim mesmo
Neste gesto de te ver
Na canção há um perfume que não sabe mentir
Não fique assustada; sorria
Moça, hoje eu quero ser gente
Seguir em frente, atrás do seu amor...
Esta rosa não pode ficar jogada ao chão
Moça, caminhe bem devagar sob minha janela
Esta é a paisagem mais bela!
A janela fez-se moldura
Minha canção com ternura
Este lindo canto pintou

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

O Nascimento de um Natal


As dores já são notadas
A raça humana grávida em sua lenda
Geme a ilusão e, aos poucos, desponta o "Natal"
A cidade não transformada, simplesmente pintada
Luzes, canções que vão embalando o "Natal" dos homens
Espantando o NATAL de DEUS
Os dementes mentem...mentem...
O aclamado, o proclamado Papai Noel
O pai das pobres criaturinhas
Tem boca mas não fala
Tem olhos mas não vê
O astro maior no circo dos homens pagãos
Em suas mãos é entregue a chave do consumo
O velhinho com cores de fogo
Com um saco cheio de pó e nó
Festas, bebidas, presentes e mesas...
As reflexões: comer e beber...
O carnal natal
Nascem tudo e todos
Só não o Menino Deus
A cidade está superlotada
Não há vaga para ti Jesus!...
Óh corações, óh criaturas de todos os confins
Sejam a Belém
Jesus Cristo precisa nascer
Para ser verdadeiro O NATAL.

O capitão



N





Naveguei em muitos barcos

Sem um destino certo

No certo eu não navegava

Flutuava agarrando-me a qualquer elemento

Mas um dia embarquei no barco Eternidade

Como um clandestino embarquei não lançado fora embarquei

Rumo ao Norte verdadeiro

Um dos tripulantes chamado Mateus

Contou-me sua maior aventura

Um outro cujo nome era Marcos

Contou-me as historia que ele ouviu do Capitão...

Um tripulante chamado Lucas

Falou-me sobre os feitos e o saber do Capitão

Bem ao lado, um outro chamado João

Falou-me: Ele acalmou o mar e fez cessar os ventos

O Capitão sabia tudo sobre a terra

Tudo sobre os homens

Tudo sobre a morte

Sobretudo sabia o que era a vida

No seu barco Eternidade havia lugar para todos

Pobres, ricos e todos marginalizados

As crianças ele as queria bem próximo

Sabia dos medos, das dúvidas

Sabia compreender

Sabia Amar

No barco a multidão ...!

Um paralítico depois do encontro com o Capitão

Pude vê-lo saltando

Um cego depois do encontro pode ver a beleza do mar

Quem é o Capitão?

Foi aí que eu pude ouvir sua voz

Chamou-me pelo meu nome! Como?

Ele dizia: o que queres ser?

O que queres ter?

Eu nesse instante era menor que as crianças

Como criança perguntei

Como é o seu nome?

-Meu nome é Jesus

Para onde iremos todos?

Este barco chama-se Eternidade

Eu perguntei: posso continuar a viagem

Sim, todos poderão, é só aceitarem a viagem

Mas eu não estou preparado

Ele dizia: vem como estás

Eu não sou digno desta viagem

Ele dizia: vem como estás

Hoje o barco Eternidade passará em seu porto

E o Capitão dirá:

- VEM COMO ESTÁS

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Canção do caboclo


Canção do Caboclo

Nas águas correntes
Vidas novas
Terra úmida, sol quente
Viajando livremente
Encontrei nas águas
Caboclos em casas fincadas em água
Comiam farinha e peixes
E mais nada
Imensidão de aves bonitas
Araras,tucanos,macacos pulando...
O homem remando
Mas preso ficando
Nas correntes das águas
Suas heranças deixadas
Caminhos de igarapés
Sem vizinhos
Sem cercas
Os pés molhados
Uma vida amarga
Um mar doce e mais nada

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Minha Mãe





Não abraçou e nem compreendia as ideologias do mundo,
só a Ideologia das mães: lavar, passar, cozer e ver os seus filhos felizes.
Logo cedinho, seu aroma invadia-me uma agilidade a toda prova;
Não esqueço sua voz que diazia: o café está na mesa.
Não sabia de estética mas nunca queria me ver despentiado.
Seu universo era o lar; '' Escove os dentes, escove os sapatos";
Sempre o infalível afeto matutino.
"Seja um homem meu filho, estude".... Oh! que saudade de suas mãos
acariciando meu rosto e de seus beijos.
Minhas roupas simples mas bem passadas; posso ver em minhas
memórias ,as mesmas mãos irritadas por causa do sabão.
Quando ordenava que eu fosse a quitanda, fazia uma lista.
Sua ortografia não correta, comunicava por demais.
Minha doce mãe, sem nenhuma formação escolar mas sabia a
geografia das mães: O solo correto mostrou-me, sim foi ela quem
ensinou-me a plantar uma árvore pela primeira vez.
Ecologia? Ela nunca ouviu falar tal palavra mas o que os panfletos e os
megafones falam hoje em qualquer praça, minha mãe já praticava.
E de medicina? Não errava nunca quando eu brincava na chuva,
"Você vai ficar doente". O Chá e o xarope caseiro oh! doce lembrança.
Em economia, era PHD, sabia por demais administrar o pouco dinheiro
da casa. A culinária onde pão, o leite, etc... fartos a todos.
Aprendeu a fazer pipas, só para me ver feliz, Ensinou-me a soltá-las,
longe da rede elétrica.
Fez-me decorar a tabuada e não fiquei com trauma .
Minha querida mãezinha, a incansável criatura.
Sem cultura alguma, ensinou-me as primeiras palavras e as primeiras letras.
Foi meu general, quando brincava-mos de soldado, ensinou-me caminhar onde
não havia bichos papões.
Falou-me de Igreja e religião, só um pouquinho mais tarde, aprendemos
a razão: não dorme e jamais se levanta sem fazer esta oração:
Jesus, por mim e pelo meu filho agradeço a salvação.

Poema de um Adolescente




Eu menino de lapis e livros nas mãos

O coração a certeza,

Não sou mais menino não...

Nos livros que eu lia

Tirava poesias:versos de amor a Maria

Maria era tudo,era tudo pra mim

Maria era mais que os livros que eu lia

Como os meus versos Maria sorria

Não acrediava no amor que existia

Mas com o tempo

A vida passou

A ponta do lápis quebrou

Os meus livros o fogo queimou

Maria um amor que se apagou.

Senhora Imaginação


Bela moça!... caminhando sobre os tempos
Fez-me conhecer os animais
E os homens? pergunto...
Dizia a Bela e sabedora moça
Tente desenhá-los
Tentei e venho tentando ao longo dos anos
Nas caricaturas por mim idealizadas
Esbocei, homens por fora de ouro ; por dentro de lata
Crianças espectadoras e participantes das guerras
Triste esboço...triste fim...
Dizia a bela imaginação: E as paisagens?
As montanhas, rios e mares sofrem as dores da morte
Progresso ,oh! progresso; a desordem sem fim
Dizia a bela imaginação: Fale-me sobre algo muito sublime
Pensei no Cristo filho do homem , A virtude Maior
Neste mundo real e virtual são poucos os que o conhecem
Abraçando minha Imaginaçao,tornamos um casal
Núpcias e separações
Eu e a senhora imaginação
Falamos sobre o Filho, serão sete?
Não te digo que até sete, mais setenta vezes sete
Ficamos na ansiedade do amor, à procura da Virtude Maior, Deus.

Natureza


Oh! que saudade,da perfeita comunhão
A linguagem dos rios
A fala dos prados verdes
sede das águas cristalinas
O zunir das cigarras
cantando o verão
No balé das andorinhas
-Meu Deus onde estão as relvas?
-As aves e os peixes?
-Foram destroçados
Com o clarão dos átomos
No campo só um cogumelo atômico
Todos emudeceram ...
Na velocidade dos homens
Hoje vivo a minha nova Arcádia
Com muita melancolia
Nos olhos dos rios
As lágrimas dos bionãodegradáveis
No olfato do campo os pesticidas
Exalam a morte e a dor
Oh! minha nova Arcádia
Quem entende de mel
Não são mais as abelhas
E o leite...sua formula é outra
A nova floresta caminha para o deserto
Clamam os sensíveis
Racionais e irracionais
Por um ar melhor
Oh! engenharia genética
Onde nas provetas
Se cruzam os gêns do egoísmo com o ódio
Gostaria de ouvir e ver a natureza
Do antigo no moderno
Tudo pelos suaves inventos
Tudo pelo libertador do oxigênio:
DEUS a árvore de todos os tempos

domingo, 23 de agosto de 2009


Pensamento:

No painel da existência há dois botões, o primeiro o da Vida, o segundo o da Morte.
Aceite o conselho de Deus: aperte o primeiro botão.

Nota de Desaparecimento


Desapareceu hoje do coração da cidade, a Poesia
Trajando roupas de romantismo,
Calçando sapatos de denúncias,
Com luvas de versos de amor, rimados e livres
Seu pai, o Poeta Ninguém, anda desesperado
Já procurei-a em todos os lugares
Por favor, esta terna e doce criatura talvez tenha sido sequestrada
Por favor, Senhores mal-feitores!
Não maltratem minha querida Poesia
Eu sei que ela andou falando o que não devia,
Mas não foi por mal
O Poeta paga qualquer preço para revê-la
Não a transformem em uma fria notícia policial
Não! Não façam isso!
Digam, qual a importância em dinheiro para termos ela de volta
Se estiver confinada aos insensíveis, não sei o que será da coitada
Talvez agora ela não saiba dizer seu nome, seu endereço
Mas eu adianto: Seu endereço é Rua do Coração, esquina da Mente Sã
Seu nome completo é: Poesia de Sublimes Amores.
Se foi raptada pelos senhores ateus... Oh, meu Deus!
Não a deixe que se transforme em uma à toa
Nas mãos dos irreverentes, simplesmente dirão:
Quem foi ao vento perdeu o assento
Por favor, Senhores! Meu coração não suporta sua ausência
Choram de dor a Fauna, a Flora e os apaixonados
Sei, que como meu Pai, tenho que ter Fé e Esperança
Quem sabe amanhã, bem cedinho, ela estará de volta
Junto com as crianças da geração cibernética
Na voz de um robô
Versando aos homens
Um poema irônico
Fruto do seu desamor

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Praça da Sé


Na Praça da Sé senhoras oram
Os homens pregam
E a praça sem paz
Os minutos são caros
Senhoras de paz
Fazem pedidos

Os homens sem risos
Pregam sem paz
Senhoras choram
Homens calam
Na Praça da Sé
Na praça sem paz
Na Praça da Sé
Senhoras pedem mais gente
Os homens pregam pedindo mas fé
As estrelas choram
Todos de pé
Nasce outro dia
Pedidos de fé
O sol está triste
O jornal está triste
E a fé ainda resiste...
Na praça sem paz
Na luta constante...
Todos de pé
A guerra é a mesma
Na praça da Sé

Riqueza


Encontrarás na Terra, ouro
O ouro e seus males...
A prata e suas astúcias
As pedras preciosas também encontrarás
Elas irão ferir em gestos da cor do rubi
Tudo isso transforma o coração do homem em diamante
Extraída de muitos para poucos
Riqueza através do dinheiro
Riqueza que não compra Riqueza
Nas lojas não vendem
Nas reuniões da Sociedade tão pouco
Nas Bolsas de Valores...?
Estas são as mais mendigas diante da Real Riqueza
Nas Faculdades...?
Todas juntas são ignorantes demais no conhecimento da Riqueza do Alto
A Riqueza não está na beleza fisionômica
A Riqueza Real; a Riqueza do Alto não sofre fenômenos físicos e nem químicos
Não pode ser roubada
Não sofre danos
Brilha tão intensamente
Que em tudo que pensarmos será pouco
Riqueza é TER e SER de CRISTO
“Brilho dos brilhos”
“RIQUEZA SEM FIM”.

Milagre de Novo


As carícias no ventre
Pai e mãe contemplam
O milagre! E sonham...
É ele ou ela?
Há mudança no ambiente
As reflexões repetidas
O milagre menino!
O milagre menina!
O milagre de Deus!
É hora da dor mais saudável
Vejam! Minha Camila chegou!
O choro emocionante de uma vida
Em busca de casa e carinho...
Parem! Minutos somente
Eis aí a semente dos segredos da terra
Seus olhos e risos, codificam palavras:
Paz, passos, presença
Por Deus, para todos
Façam! Praças, passeios, parques,
bombons, bolas e bonecos
Tragam! Colégios, cadernos e conselhos
Vão, em Deus, por Deus nascer de novo.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

O filho que eu não tive


O filho que eu não tive  
Nasceu em meu sonho
Foi demais para mim
Fui feliz ao sonhar
Sendo criança sabia 
Conhecia a relação em bem e o mal
Suas palavras eram ternas poesias
O filho que eu não tive
Amando como pai
Era por demais amigo
De sua boca nunca ouvi a mentira
Nem as milícias só a delícias
Para com o filho que eu não tive
Fui relapso por demais
Diante de seus olhos
Eu pratiquei a mentira
Pratiquei o culto ao dinheiro
Pratiquei a hipocrisia
Com o filho que eu não tive
Caminhei cidades, campos e florestas
Com ele  aprendi como obter harmonia
Entre homens, natureza e animais
Eu como pai aprendi a ser filho
Deixou-me uma lição
O caminho, A verdade e A vida