sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

O novo


Nos fogos o comemorar
Nas taças as mesmices
Comemorar, as tolices
Celebrar os velhos hábitos
Nada muda... se nada muda
Se não nascer de novo
Nicodemos não irá saber
O que é o viver
Escola dos homens.
Não ensina viver
Tanta tecnologia
Tanta filosofia
Homem carne e silício
Lições de neuroses
Compulsão, híbrida ação
Homem e máquina
Só haverá um novo
O mudar por dentro
Não da água, não da carne
Nascer em espírito
Expirtar a soberba
Um renovar de mente
Buscar compreender
A vontade do Criador
Senhor do tempo
Do espaço
Na terra, no céu



quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Ausência


O que mais dói é a ausência
Ausência de palavra
Ausência de um olhar
Ausência de um afeto
Ausência de amor
Dói minhas células
A indiferença dói
Poros, artérias e nervos
Flores sem palavras
Palavra sem pessoas
Silêncio que dói
Noites, dias, madrugadas
Sem palavra, dói
Silêncio devastador
Praças sem crianças
Caixa de entrada sem e-mail
É um grito arranhando meu ser
Ausência indica um secreto mau
Com dor eu nasci
Com dor aprendi
Com dor compreendi
Antes que a palavra chegue
Em minha boca
Há alguém presente
Que sabe e sente
Que viveu as ausências
Rejeição, incompreensões
Gritos, palavras de morte
Reprovado por muitos
Que viva a morte...Barrabás
Morra a vida... Jesus
Os homens e suas escolhas...
Na presença de todos
Mataram o amor
Ausente em muitos
Presente, sempre
Autor da vida
E de dor ele entende
O que mais dói
E como dói
Amor ausente em muitos.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Meus cacos


Com os pés de vidro
Cacos, veredas em dores
Amores, dissabores
Caminhos, trincas
Sofri e fiz sofrer
Quis juntar os cacos
Pedaços que não se unem
Meu espelho interno
Vejo imagem baça
Sou vaga-lume inconstante
Mariposa que briga com a luz
Cacos, pedaços
Coração, diamante cru
Esfacelado, gemendo
Sangrando, cortando
Consolado em enganos
Noites, insônias
Sonhar pesadelos
Manhãs sem sol
Socorro! socorre-me
Quem pode me ajudar?
Quero ser um pouco feliz
Quem pode me amar?
Quem pode meus cacos juntar?
Quero ver as manhãs de paz
Vaso quebrado.... só um novo
Não se cola diamante
Quer ser barro?
Sou oleiro
Faço de você um vaso
Um vaso novo!
Sou Deus, conserto tudo
Queres ser barro ?
Tens minhas mãos.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Gente


Eu quero
Aprender ser gente
Eu gosto de gente
Não é fácil gostar de gente
Preciso aprender mais
Há gente como há gente...
Gente que me faz chorar
Há quê me ignora
Gente me faz pensar
Gente nas ruas
Esquinas
Gente com conforto
Gente em conflito
Gente que me olha nos olhos
Gente que me vê pelas costas
Gente que vê minh'alma
Eu gosto de gente
Que me agita
Que me acalma
Enxuga minhas lágrimas
Eu preciso de gente
Na escassez dos meus castelos
Na fartura do meu casebre
Gente que frequenta meus sonhos
Gente humilde
Gente mansidão
Gente que se doa
Gente que perdoa
Quero ser gente
Não só de palavras
Gente com coração
Que observa
Com gestos e ações
Quero ser gente lapidada
Por quem mais entende de Gente
Escultor Jesus.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Distração


Há uma concentração
Manipulada pelo deus eu
Há uma compulsão
Concentração na distração
Imagens e sons
Luzes de néon
Um viver equívoco
Égide do espetacular
Movido pelo pó
Triste nó
Um subir e descer
Montanhas de ilusão
Morros de frustração
Depressão
Há uma excitação de instante
Choro constante
Percepção banal
Um subir e descer
Condenado a carregar
Pedras de um pecar
Feito Sísifo
Subir e descer
Preso ao castigo
Compulsão de repetição
Triste distração
Suportar o insuportável
O impalpável ser palpável
Endereço superior
O Deus que nos criou
Vejamos a sua imagem
Visões de felicidades
Sempre... sempre...

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Insofismável


Flor de papel
O beija-flor se ilude
O homem engana a muitos
E se engana
Imagem em Cera
Rascunho de um ser
Em veredas escuras
Sabe palavras de guerras
Se guiando por estrelas
Atitudes frias
Inquietações
Fala o que não vive
Vive e não fala
Alguém está chorando lá fora
Estou em minha hora
A Sofismar a verdade
Teoria, opinião, religião
A verdade é a vítima
Mundo cão
Solitário e solidão
Morte sem perdão
Mundo caos
Oráculos de fortunas
Escuridão...
O Insofismável
Ama em todas as circuntâncias
Em todas as línguas
Com todas as raças
O imultável o indescritível
O insondável
Preço de uma Vida
A leveza de uma paz
A certeza de todas as manhãs
O sol de todas as vidas
O Deus que se fez homem
O Insofismável ... eternamente...
Semente do amor
A quem se faz de jardim.
Conhecerá seu Insofismável perfume
Sentindo junto a ele
O verdadeiro existir.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Sabedoria


Não só o nome
Um querer saber
Que mundo pisar
Que teto viver?
Colo de um conforto
O leite da felicidade
A ingenuidade tão boa
Venho dos mistérios do eterno
A Caminho de um viver
No colo de minha mãe
Carinho, canções de ninar
Corro com meus olhinhos
Desvendo a luz das manhãs
Em meus brinquedos de paz
Saber sobre A Vida
O que ela me trás
Sobre o Caminho
O que ele me faz
Um nome não é tudo
As criaturas precisam saber
Não basta um humano nascer
Meu nome preciso valer
No reino dos pequeninos
Um lugar para todos
Que se fazem como Sophia
Sabedoria de Deus

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Real

Eu posso me tornar possível
Seu olhar irá dizer
Minha origem virtual
Possível em ser real
Se nutre em você
Este meu possível viver
Assim como na semente
Vejo uma árvore
Eu virtual em seu olhar
Eu real em seu sentimento
Correr um risco
Um fingir virtual
Um pior real
Uma indiferença
Nada sustentável
Eu posso me tornar possível
Semente, árvore, fruto
Que solo tu és ?
Quando bato em sua porta
Me recebes ou fazes silêncio
Realmente finges me ouvir
Ou virtualmente
Mentes
Cristão acepção
Gentis com os gentis
O Mestre não ensinou assim
Templos de amigos
Virtuais e não reais
Ao homem natural tudo é possível.
Não mais a imagem de Deus.

sábado, 30 de outubro de 2010

Homem Massa

Uma onda gigante
Chegou a nossas praias
Em nosso admirável mundo novo
Vida de gado
Povo marcado
Povo feliz
Eu ensaio
E saio
Voz que clama no deserto
Veredas tortas
A forma do mundo
Moldando a muitos
Homem massa
Nada de pensar
Tem quem pense pela gente
Liberdade de um consumo
Um amor reprimido
Ilusão em ter
Nada de ser
Refletir por que ?
Homem massa
Quem não for como todo mundo
Quem não pensar como todo mundo
Perde a cabeça
Vulgaridade do homem
É natural ser banal
O nobre é ser vulgar
Homogêneo e resignado
Somos arrastados
Nada a questionar
Sacerdotes das midias
Tatuada está a alma
O corpo, poluição visual
Uma voz que não cala
Não é de um avatar ficção
A voz do Filho do Homem
Um basta! um chega!
A terra de meu pai
Não é casa, e nem mercado
Para estes negócios.


terça-feira, 26 de outubro de 2010

Esconder

Há algo em comum
Entre o Rio e Cabul
A burca não esconde o rosto
As cidades estão nuas
Os tecidos não escondem
As balas que traçam o destino
Nada doce, nada céu
Famílias órfas, pobres meninos
Há algo comum entre o Rio e Cabul
Talibã, milícia, trafico e policia
Não há burca que esconda
O corpo e a sua vergonha
Quem pensar diferente
É inimigo da gente
Olho por olho
Dente por dente
Sofrem as criaturas
Becos, escombros e ruas
O sol comum a todos
Mas há um escuro
Gritos e lágrimas
Cidades em guerras
Manchetes de sofrer
Homens e bombas
Drogas e mortos
A mentira, a verdade de muitos
A Verdade, a vitima de todos
Pelo Rio, por Cabul
Deus traga a sua luz.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Os olhos


Como fazer alguém ver
Cisco no olhar?
Se eu tenho em meu
Um grande argueiro
Como fazer com meu julgar?
Não aceito engolir um mosquito
Engulo um camelo
O princípio, das dores
A temperatura tão fria
No viver e no amar
Finais dos tempos
Uma profecia
O ladrão não avisa
O dia do seu roubar
Os sinais fatais
São por demais
Desamor, furações
Perseguições
Falsos caminhos
Perdição
Incoerência
O tombamento
Dos templos
Arquitetônica atração
Os caídos, homens
Abandono, solidão
Sal sem sabor
Qual o valor?
Cegos carregando cegos
Perdição
Se seus olhos forem maus
Onde está a sua luz ?
Intrigante pergunta de Jesus

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Exercitar


Calorias existenciais
Queimemos
Gorduras localizadas
Dentro em nosso peito
Um viver banal
Queimemos
Colesterol ruim
Excesso de compromissos
Em minhas veias
Excesso de consumo
Competições
Dentro de mim
Excesso de julgar
O coração
Um fastio
Em perdoar
Uma vida
Sedentária
Exercitar
No silêncio
É preciso sim
Façamos assim
Aspire Jesus
Respire Jesus
Abra bem os pulmões
No secreto
Em seu quarto
Nas ruas
Nas praças
Nas reentrâncias
Do templo
Corpo e alma
Aspiremos Jesus
Respiremos Jesus
Seus olhos nos espreitam
E nos diz
Eu sou a Vida

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Impetuoso


Leva como um furação
A angústia do meu coração
Há um conflito estou aflito
Leva impetuoso leva
As manhãs cinzentas
Da minha existência
A dúvida
O marasmo
Eu não atino onde chegar
Em minhas estradas
Cegos conduzindo cegos
Leva dono do vento
Meu sofrimento
Quero sorrir um pouco
Uma falta de ar
Dono do oxigênio
Quero respirar
Ondas bravias
Querem me tragar
Dono do mar
Vou morrer !
Sossegai
Eu sou contigo
Desde o princípio
Vou aplacar
Suas revoltas
Venhas a mim
Eu sou dono do mundo
Impetuoso
Calmo
O principio
O fim
Sou a paz
Me ouça
Em instante
Quem está morto
Faço viver
Eu não minto
Você crê?

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Meu sonho


Onde estiver a dúvida
Que venha a certeza
Onde há mentira
Que haja A verdade
Casas não ficarão em pé
Castelo de sonhos
Irá ao chão
Onde firmar
As colunas
Seus cálculos matemáticos
Podem falhar
Na primeira chuva
No primeiro vento
Chão e ruínas
O tudo e o nada
São as mesmas coisas
Quando não firmados
Sem fundamento
Castelos, casas
Vão ao vento
O saber cientifico
Não é tudo
Um eu mal formado
Um egoísmo
Reação em cadeia
Castelos de sonhos
Ilusões
Formados para solidão
Construir um sonho
Edificar uma vida
Só há uma saída
Negar a si mesmo
Construir uma vida
O arquiteto do universo
Nos diz
Ouça meu filho
Faça com ele sua planta
Construa sua casa
Não sendo assim
Sonhos ... ruínas
Em ruas de mentiras

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

A luz


Quando não há luz
Há isqueiros na noite
A cidade é sombria
Não enxergamos
As flores no jacarandá
No galho, que belo!
No chão, que visão!
Não sorrimos para vida
Morremos a cada instante
Corremos atrás do vento
Do vil metal
Em vão construimos
Muros
Nos isolamos
A incerteza
Casas em areia
Uma droga de vida
Uma vida de droga
Não enxergamos as manhãs
Não construimos felicidade
A maciez de uma cama
Quem julga é a mente
Uma mente em paz
O dormir em folha de jornal
Não faz mal
Vida com luz
Viaja em amenidades
Um legado bom
Um viver marcante
Há certeza no chegar
Não é assim
Meninos e crack
Vagalumes em noite de morte
Dias em dores
Perdidos, parados
Um pesar
Pesadelos
Homens sem luz
Meninos sem Deus
Cidade em retalhos
Atalhos....não !
O Caminho para ver
Meninos não mais dores
Homens não mais morte
Com Jesus no olhar
Veremos jacarandás
Homens e flores
Um viver na Luz

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Bullying



A palavra do instante
A dor é constante
Atitude agressiva
Um direto ao peito
Um xingamento
Uma risada
A quem não é padrão
Nas escolas, nas estradas
O mais perigoso
Um bullying ferrenho
A aparência física
A raça, a classe social
Narciso só vê o que é igual
Um passar distante
Um gueto, uma gangue
Um olhar aos que nos olham
Um amar aos que nos amam
Um cyberbullying destruidor
Um xingar, um deboche
Uma risada de valentão
A triste humilhação
Um gentil em gentileza
Só com os seus
Um comportar
Adentrou aos templos
Infeliz amizade utilitária
Imundo é o mundo
Sem o amor de Deus

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

A palavra



Ilha de palavras
Para dormir cantigas
Acalmam as sensíveis almas
Palavras além das palavras
Nos traz sementes do bem
Palavras aquém nos chocam
Palavras sem vida
Dos sem palavras
Palavras de amor
Dos apaixonados
As palavras carinhos
Levitar em palavras
Palavras duras
Tem cura?
Agressão
Palavras vazias
Sementes de dores
Choro, separação
Palavras equação
Palavras solução
Palavras de perdão
Setenta vezes sete
Confissão
Palavra verdade
Palavra amor
Jesus Senhor

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

O chamado


Tenho pouca visão
Em enxergar as lágrimas
Angústias não verbalizadas
Tenho pouca visão em observar
Há uma dor no outro
Minha visão rasteira
Superficial não vê
O profundo de uma dor
Tenho um sonho que é só meu
Não me aquieto
Corro com meu pensamento
Gessado em só me observar
A ciência do conhecimento
Os pensamentos alçam voos
A arte de criar
O excessivo enfadar
As asas dos meus voos
Na poluição dos aplausos
Eu não me enxergo
Em um silenciar
Em meu quarto
Eu não me enxergo
Em cuidar dos outros
Observar as lágrimas
E em silêncio
Dizer eu vou te ouvir
Iremos chorar
Iremos sorrir
Eu e você
Sou todo seu
Hoje iremos olhar
Além das estrelas
Falaremos com Deus
Precisamos nos enxergar

domingo, 15 de agosto de 2010

Pelas ruas


Sou feliz em ver
Em orvalho pérolas
Em uvas brilhantes
Homens diamantes
Sem um lapidar
Será meu olhar ?
Serenidade e poesia
Respirar bem profundo
O nascer de uma manhã
Ver o viajar das borboletas
Não interromper os sonhos
As crianças nos esperam
Nos balanços das praças
Em uma pipa no ar
E nos barquinhos de papel
Viajar outros mares
Não ter vergonha
E rir com os erros
E acertar com os conselhos
Tirar de dentro de si
Seus sonhos e sorrir
A sombra das árvores
Ver o cantar dos pássaros
Plante sua semente
Ela quer nascer
Sonhe coisas belas
De amor, busque amar
Ele não está fora de ordem
Pelas ruas cante
Ouça , observe
As flores das praças
Aos homens sem graça
Diga vamos viver
Alguém está a sua espera
O autor da vida
Falou assim
Um olhar de poesia
A minha paz vos dou

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Vida seca


Meu Deus me socorre
Com é triste meu vivê
Severino foi embora
Me deixou apadecê
Com uma ruma de menino
Eu não sei o que fazê
O gado está morrendo
Não tem o que cumê
Eu que sou carpideira
Hoje choro mais um fio
Isto corta o coração
É triste o meu destino
Mande água Senhô
É o que mais quero
Um açude bem cheinho
Água de muito inverno
Severino quer vortá
Estou sonhado com este dia
Continuo no mermo lugar
Quero ter uma alegria
Mande água Senhô
Como é triste meu destino
Mande água Senhô
Um açude bem cheinho


( Os erros são propositais )

domingo, 8 de agosto de 2010

Superação


Resiliência total
O filho de Deus
Quis ser chamado assim
O Filho do Homem
Veio no outono de muitos
Entre as folhas secas
Nos trazer a primavera
Em criar oportunidades
Para amar
Compaixão, tolerância
Nos ensinou ir além
Para aturar
Acidez das palavras
Você não me quer?
Um olhar sempre a dizer
Eu o quero
Em um viver feliz
Ele não suga a ninguém
Um olhar em socorro
Aos sem ritmos
Aos tristes
Conhece os disfarces
Dos artistas
Dos doutores
Um olhar suave
os rascunhos de vidas
Quer em nós pintar
Um quadro melhor
Com nossas fragilidades
O prazer de nos fazer felizes
Nos responder com pergunta
O que dizem quem sou?
Se bebermos de sua água
Saberemos o que é ir além
Dar a outra face
Ser resiliente.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Sua face


Uma neurose
Descabida, com medidas
Rondando as noite
Rondando os dias
Amamos conviver como os simples
Mas complicamos as relações
Mudamos nosso humor
O medo da crítica
Vexame
As mentes brilhantes
Os aplausos
Meu ego, meu super ego
Um balão de gás
Vendemos nossa liberdade
Qualquer preço
Nos trocamos com facilidade
Vírus do orgulho
Os absurdos
Vaidades
Um sobreviver
Não ficamos mais vermelhos
É natural o mentir
Queremos ser deuses
Queremos ser reis
Queremos ter fama
O Deus verdadeiro
Quis apenas ser homem
O Servo Jesus

Sossego


Aquietai vos
No Sossego de um Deus
A calma a alma
Um caminhar melhor
Uma paz que não incomoda
Não julgai vos
Compaixão, perdão
Ver o outro
Trazer um conforto
Dizer posso ajudar
O Silêncio contigo
Um conversar com o Pai
Misericórdia de nós
Consolação
Sua mão
Nos aponta o viver
Uma paz sem medida
Os guardas precisam ter
As crianças precisam nascer
Sabendo de ti
Os idosos
Lições de vidas
Canções de louvor
Lares, ruas, cidades
Tudo será bem sucedido
Quando o Senhor é contigo
Sossegai.

sábado, 17 de julho de 2010

Vou ouvir


Vou ouvir
Os sons dos becos
Não é canção alegre
Alguém se importa comigo
Pai, ai !
O que se acaba
O que perece
Não alimenta
Há um frio
De um abraço
A cegueira de um olhar
As lágrimas vão ao chão
Se estancam sem solução
De um próximo distante
Arrogantes, farsantes
Não têm tempo
Desvalido
Geme
Treme
Fere
A carne de quem sofre
Pai, ai !
Como cessar a morte
E formar uma vida
Só comendo o Pão
Bebendo a água
Da vida
Não há fila
Os últimos serão os primeiros
Uma sentença eterna
Muitos não pensam assim
Triste fim

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Ansiedade


Vivo em um minuto
Mil anos
Meu falar
Para lembrar
Do que se tem
O melhor de se dizer
Um silêncio que se move
Hora de ação
Hora de oração
Seu ide, meu ir
Um sufocado grito
Dentro em mim
Sai e vai
Ruas, pés em poeiras
O cansar feliz
Caminhar para dizer
De quem sabe amar
A resposta
Para o teatro do tempo
E sua peça
Onde os mortos
Espancam a vida
Onde os vivos
Se eternizam
Há luz
E o que deixou a cruz
Voltará

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Aprender


Os símbolos linguísticos
Não são tudo
Um ler
Um escrever
Tem que haver um imaginar
Se houver um perceber
Um entender
Não um cálculo matemático
Um pensar mais profundo
Repetir informações
Não basta
Construir uma imagem
Uma ideia
Enxergar o coração
Você corre risco
Mas alguém será feliz
Imaginar com ação
Não ofende
Não humilha
Não exclui
Uma linguagem
Humildade
Jesus caminha assim

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Sua fala


Como anda sua fala ?
Espelho de sua alma
Gabar-se em julgar
Constranger e humilhar
Como anda sua fala ?
Algo raivoso, exagerado
Um culpar e acusar
Um falso cumprimentar
Um bajular
Um criticar
Um zombar
Como anda sua fala ?
Somos o que falamos
Ou puro engano ?
O comunicar babel
Uma torre que não chega ao céu
Palavras como flores e abelhas
Palavras como mel
Não saem falas de pedras
O que semeamos ?
Com a nossa fala
O que colhemos
Nos alimentamos
O coração vazio e pueril
A boca fala de um coração cheio
Palavras como flores e abelhas
Deus e os homens
Palavras mel
Falando a mesma linguagem
Palavras de Paz

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Sossego


Há palavras
Intrigam
No silenciar do olhar
Um entra e sai de pensar
Um navegar
Sem oceano
O que é afinal
O abstrato de um sonho
São barcos indo ao mar
Saudades, lágrimas, perdas

Intrigam
Adeus

Em Deus
Não engano
Para sempre
Há um ficar no peito
Na mente
Nos olhos
Bem na superfície
Você e seu cheiro
Você e seu jeito
Não se vai nunca
São ondas
São ostras
No abissal
Do meu peito
Não acalma
Se vai em ondas
Em garrafas
Com mensagens
Sempre em busca
Deste alguém.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Fruto sem fim


Vou buscar meus gravetos
Palavras
Para aquecer minh'alma
Nestes dias de inverno
Me aquecer
Em volta desde fogo
Amigos, irmãos, doentes
E quando só houver cinzas
Um fénix ressurgirá
Irá buscar sementes
Plantarei em meus caminhos
Árvores
Sonho ver
Em suas sombras
Homens perdidos
Os sem solução
Dando ouvidos
A única razão
A palavra
O fogo não queima
O tempo não apaga
Em qualquer estação
Fruto sem fim
A todos quanto queiram provar

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Labirinto


Gerações
Criando deuses
Conhecidos
Desde o Éden
Desde à Grécia
deuses conhecidos
Nos conduzindo
Em labirinto
Dédalo
Inveja
Dores
Orgulho
Desamor
Guerras
ídolos sem ouvidos
mitos de um vácuo
Lendas
Medonhas
Dantescas
Nada divino
Horrores
Pagãos
Prisões
Ruínas
Houve um, o de Saulo
Religião
Um Maior de Paulo
O Deus desconhecido
De um nascer de novo
No coração
O único
Se fez carne
Jesus
O Deus
Amor

sábado, 19 de junho de 2010

Um jardim


Tens nos mostrado um jardim
Gardênias, hortências
Rosas vermelhas
Os lírios e perfumes
Caminhar entre flores
Nos faz um bem
Tens nos mostrado
Recanto de inspiração
Se o tempo parasse
Um admirar sem fim
E um brotar de poesias
Sois jardineiro de pétalas
Bonitas que nos trazem
Dizeres de um amor
Datas e dias
Saudades
Sentimentos
Carinhos
Eu vou aprender
Cultivar flores
Eu e meu rude vaso
Com uma pequena roseira
Estou cultivando
Para dar de presente
Admiração
Aos poetas

domingo, 13 de junho de 2010

Marcas

Marcado com giz
O tempo apaga
Na areia a onda
Apaga
No coração
Também se apaga
Se não intenso
Se não se doar
Se não um olhar
Um carinho
Se não um perceber
Se não um renunciar
Se não um perdoar
Se apaga, se finda
Onde está seu tesouro
Lá está seu coração
Há um mover ...
Marcas além de um giz
Marcas além da areia
Dentro do coração
Conosco
A expressão...
A ação...
Marcas que marcam...
O amor ... O Amar...

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Sua visita


Fico esperando
Como antigamente
As mulheres esperavam
Seus noivos,
Como as lamparinas acesas
Não sou como os insensatos
Há óleo para a noite inteira
Você não veio
Fiquei só
Virá outro dia
Estarei a esperar
Não sou digno
Que entres em minha casa
Diga apenas uma palavra....
Minha espera se ameniza
Minha casa é sua
Apenas uma palavra...
Serei como Maria
Vou escolher
O que não me será tirado
Ouvir-lhe os ensinamentos
Estarei aqui
Com minha rude luz

terça-feira, 8 de junho de 2010

Em um canto


Algo tem ficado em um canto
Em um porão...
Em um baú...
Algo tem ficado em um canto
Em álbum de retratos
Em poses , risos
Algo tem ficado em um canto
A velha agenda...
Dias, datas...
Algo tem ficado
Em nossos gostos
Quando ouço uma canção
Algo tem ficado
Seu olhar tão distante...
Fincado no meu
Dá para prever
Saudades...
Invasão em um canto
Do meu coração
Canção de amor
São lembranças boas?
Ressentimentos, desventuras?
Ele ficou comigo
Bem neste canto...
A sois ele e eu
Ele continua a revolver
O que dói e machuca
Canto triste, sombrio
Ele e sua leveza
Clareia!... conforta
Me fez entender
Ele observa e atua
Não só em um canto...
O Senhor de todo meu ser
Jesus.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Na feira


Nas bancas os vendedores
Vendem dores
Mentiras, leve duas pague uma
Vaidade tem para todos
Últimos modelos
Os vendedores gritam ...!
O orgulho está fresquinho!
Na feira dos homens
Cabeças de Vento
Vende-se indiferença
Omissão, sacos e mais sacos
De ilusão
Corrupção de todos os preços
Um vai e vem insano
Tem os quem vendem suas almas
Por uma moeda qualquer
Na feira dos homens
Cabeças de vento
Façam filas
Chegou a mais nova hipocrisia
Bem original
Temos similar
Diversos tipos
Vai-se os homens
Cabeça de lobo
Pele de ovelha
Como se vende...!
Como se morre...!
Na feira dos homens sem Deus
A VERDADE está em falta.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Lá estarei

Nas campinas
Em um vale imenso
Meu louvor
Não difere do de Bach
Em Jesus, alegria dos homens
Boca e ar
Para adorar
Meu caminhar solitário
Nas manhãs frias
Boca e ar
Meu instrumento simples
Não ocupa espaço
Vai ao céu
Toco ao vento
Meu assobio
Sincero
Para te adorar
A canção solitária
Em uma paz...
Minha alma
Em um sopro
Atravessa os vales
Terra e mares...
Para te glorificar
Jesus , alegria dos homens.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Eu sei


Quem fui ?
Fostes preparada
Ao longo dos anos...
Para me ajudar
Ser feliz
Quem sou ?
Eu sei responder
Quem tu és?
Tens as palavras
Com postura de amor
Me ajuda a viver
Perceber
Nem sei...
Não digas assim....
Eu sei.... quem tu és?
Sabes lidar com o belo!
Sabes lidar com o bem!
Por ser especial...
Angelical para mim
Eu sei... quem tu és?
A que vê minha alma
Compreende meu ser
Que fala com amor
De quem nos amou
Quem és?
A Ju, de Jesus.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Adote


Adote
Adicione
O silêncio
Não é sadio
Alguém precisa
Ouvir A verdade
O adote
E viva
Outros precisam ver
Adicione o Nome
Acima de todos os nomes
Não feche sua porta
A quem chegar cansado
Nada de migalhas
O Pão
Adote seu irmão
E adicione seu olhar
De ver
De se envolver
A que distância tu podes ir?
Alguém precisa descobrir
O significado mais elevado
O que é ser livre
Adote a ideia
Se solte para unir
Busque para encontrar
Ajude a consertar
Chore as dores
Cante para alegrar
Indique O Caminho
Aos que viajam sem rumo...
Diga como chegar ao céu.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Ação


Amo, porque preciso de ti
Condição não ideal
Um ato utilitário
Preciso de ti porque amo
Amor incondicional
O ideal de Deus

A porta é estreita
Deixe sua mochila
Do lado de fora
Para onde irás
Não precisarás
Nem de um lenço

Sua prudência exagerada
Não deixa espaço
para recepção
Que pena... não irás conhecer
Aqueles que semeiam a paz

sábado, 8 de maio de 2010

Me ajude


A superficialidade
Não vê as carências
Até vê ... se envolver
Não...
Há um vácuo
Ausência de cobertura
Afetividade nos falta
Que vida dura...
Não é mimo
Ou imaturidade
Vazios emocionais
Não podemos negar
Há criaturas que não
São notadas
Não captamos
As carências
Por que?
Será carência de doação?
Há uma trama de encaixes
O que muitos desconhecem
Por carência... Somos todos
Carentes...
Há uma carência de pensar
Carência de se doar
Me ajude a encontrar a diferença
Gosto, porque preciso de ti
Preciso de ti porque gosto
Há um apelo interno
Em cada um de nós
Carências... parciais ou plenas
Assumir que somos o quê nos falta...
Fazer por nós... pelos outros
É dando que se recebe...
Já sei a resposta!
Preciso de ti porque gosto
Quem nos amou primeiro?
Pode e sabe nos ensinar
Em nossas carências.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Gentileza


Já nos dizia o fanático
O louco solitário
Gentileza gera gentileza
O que está gravado
Nas colunas dos elevados
No olhar de Marisa Monte
Foi canção
O que está gravado passou
Ser observado
O que dizia o profeta
Gentileza gera gentileza
O que está gravado
Será restaurado?
Uma frase fria...
Em uma coluna de cimento
Um exercício diario
Nos aquece...
Gentileza gera gentileza
O contrario é nosso fim...

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Pensares


Fui ao shopping não para comprar e ver vitrines;
Fui organizar minha mente, comprei um saco de pipocas
Sentei-me em um banco, eu e minhas pipocas...
Elas ajudaram-me a entender
O quê havia de insosso em minha mente,
Tudo isto por apenas um real e cinquenta centavos


Vamos aprender com as crianças os segredos das pipas
E a felicidade em fazer bolas de sabão
Tal qual alguém que viu o mar, pela primeira vez

As vezes somos tão transparentes no meio de tantas pessoas
que nem somos notados
Mas há uma compensação
Não deixamos nenhuma má impressão...

Quando você soltar os seus cachorros para
cima do outro é melhor torcer
para que o outro seja um bom domador

Não dê flores com cheiro de remorso
e sim com aroma de confissão
Perceba a alegria sadia de muitos
e cultive esta mesma alegria a todos

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Becos e ruas


Ensaiar... Ensaiar...
Há caídos nos becos
Ruas e calçadas
Não se ensaia para ajudar
Ajude!
Não se ensaia consolar
Console!
No escuro
Não se ensaia a luz
Mostre Jesus
Em sua vida...
Sua canção...
Já não está por de mais
Ensaiada?
Lá no beco há fome
Crianças abandonadas
Ébrios e suas drogas
Não ensaie seu olhar
Olhe!
Fale e viva...
Mostre a salvação
Vá, não fique
Faça, não espere
Há muito sofrer...
Não ensaie o atender
Nos becos e ruas
Muitos estão morrendo
Não é hora para ensaio.

sábado, 24 de abril de 2010

Na Praça

Um silêncio na praça
O vento sopra as folhas
Das árvores
Elas e os homens se vão
Em um silêncio
Outono de todos
Não vieram as crianças
Com seus risos inocentes
O medo e o abandono
Mendigos e menores
Uma cola que não une
Um bêbado e seu discurso
Uma praça sem graça
Os olhares em desconforto
Uma fonte que não jorra água
As flores não são notadas
Uma praça... sem graça
Um perecer...
Por não ter e nem
Saber o que é graça
É nesta praça que Jesus
Quer nos falar
Vamos ouvi-lo?

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Avisos


Assim, em tudo,façam aos outros
o que vocês querem que eles lhes façam...
Mt. 7:12 Versão Internacional.


Onde vivemos nos deparamos com avisos, placas, cartazes etc... Não fume, não estacione,
não pise na grama, silêncio, assentos reservados para idosos e gestantes, desligue o celular não jogue lixo neste local; Avisos... avisos... poluição de avisos, placas e cartazes, ufa!!!
Quanta tinta, papel e parede! haja bolso, esforço e visão; O resultado para atenção e cumprimento destes avisos não são nada satisfatórios, são poucas as respostas.
- "É ssim mesmo não tem jeito", dizem muitos, - "não adianta nada eu faço a minha parte os outros não fazem", Só há uma maneira de mudar este triste quadro, começando por mim , por você, só um aviso se faz necessário, foi a aviso que a quase dois mil anos fora dito por Jesus Cristo, aviso registrado por Mateus um dos seus discípulos "ASSIM, EM TUDO, FAÇAM AOS OUTROS O QUE VOCÊS QUEREM QUE ELES LHES FAÇAM". ( Mt.7:12) Para que realmente isto aconteça, temos que ter isto muito bem fixado em nossos corações; Ao fixarmos este aviso dentro de nós começaremos a retirada das placas , cartazes e avisos que tanto poluem a nossas vidas e nossas cidades. Creio que muitos sonham com uma transformação em nossa sociedade: mudanças de hábitos, valores morais, éticos, e amor ao seu próximo. Quando aplicarmos o aviso de Jesus em nosso dia a dia não precisaremos mais de placas e cartazes que tanto nos maltratam.



sábado, 10 de abril de 2010

Urdidura


Tecer um poema
Requer encontrar o fio
Tramar, tramar...
De palavras
Que deve ser concluído
Pelos outros
Só faz sentido....quando
Compreendido pelo outro
Que é leitor
Ver, ler, compreender
A trama pode ter cores
Ora são brandas... acalma
Ora inquietas... agridem
Nos faz navegar
Nestas braçadas na web
Nestes dias, não devia ?
Há um antropofagismo
Devorador, jogos de guerras
Uma trama de morte
Ninguém se fala...atrapalha!
Como ter um trama suave ?
Trama poesia de seda
Trama de um fio qualquer
Há um correr insano
Cada leitor a sua maneira
Lê a trama e lhe confere uma forma
Outros nada vêem
Neste sistema mecânico
Não percebe uma virgula, uma pausa
Nesta imensa colcha de retalhos
Surgem fios, indiferença e desilusão
Nos levando a uma trama
Dolorosa e indomável
Chicote louco,
Cada leitor uma trama
Uma caverna
Uma cisterna
Uma imagem
Feita de letras
Que nos falou
Dos lírios do campo
Nasceram tecidos
Uma trama para o leitor.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Dia a dia


Aprendi com as crianças
Elas não perdem a felicidade quando
Colecionam, figurinhas, selos...
Há adultos que perdem sua felicidade
Vivem uma vida inteira
Colecionando remorsos.

A maneira mais segura de se tornar
interessante é mostrar-se interessado
A intensidade de seu interesse mostra
como fala a sua alma

Quando ouvimos com o coração estas palavras
soam com uma bela sinfonia:
"Eu preciso de você"...

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Conhecer

Como nos conhecemos?
Foram os fatos...
As opiniões...
As emoções...
Meu semblante
Não foi ?
Foram as palavras
Talvez revolveu
Marcou em ferro quente
As marcas dos gritos
O sussurro que adverte
O acalento, o espanto
A denuncia do sensato
Foram as palavras
O dedo do apontar
Um mundo que chora
As mazelas dos homens
Foram as palavras
Que aproximou as almas
Que aspiram por paz
O fato que não sensibiliza
A opinião estática
A emoção surda
Que não enxuga as lágrimas
O silêncio que esconde uma verdade
Foram as palavras
Que muitos
Economizam
E não dirão nunca
Querem agradar o céu
E muito mais o chão
Palavras de apoio
De apreço
Eu quero para mim
Aos outros, nem tanto
Um cantar e compor
Uma palavra ficção...
Oração surda
Um gesto sem sentido
A palavra que o Senhor vai aferir
No fiel de sua balança
Ele conhece de Fato
Ele conhece a opinião
Ele conhece a emoção
Ele conhece seu sim...
E também o seu não...

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Fazer o bem


Tudo quanto, pois quereis que os
homens vos façam, assim façai-o
vós também a eles;.... Mt.7:12





Aos poucos vamos nos reconhecendo...
Quero amar e não me envolver
Quero falar e não ouvir
Quero ser servido e não servir
Quero ser visto e não ver
Aos poucos vamos nos desconhecendo
Não aprendemos nada....
Nas engrenagens do meu eu
Faltam um amputar de Deus
Somos mecânicos, imagem de homem
Um robô melhorado
Fazer o bem me falta
Posso fazer, não faço
Me pego ao pecar
Espero um retorno
Nada de graça
Nas engrenagens do meu eu
É preciso morrer esta máquina
E lembrar-me sou a imagem de Deus
Me nego aos domingos
Nos outros dias me revisto
De enganos
Meu olhar é escuro
Minto aos homens
Me escondo de Deus

terça-feira, 30 de março de 2010

Estou aqui


E por se multiplicar a iniquidade o amor de muitos esfriará (Mt.24:12)



Quero ter sua atenção
Com Gestos atitudes
Com apreço
A canção que tu cantas
Diz um viver ?...
Ou é mais uma das mentiras
Não tens tempo
corres ao vento
Se em espelho
Um Narciso vesgo
Não enxerga um irmão
Tão real que é virtual...
Há virtual que é real...
A indiferença de muitos
Um dizer que machuca
Não tenho tempo
Preciso ganhar meu pão
Outra hora, outro dia...
As mesmas desculpas
Da grande ceia... conheces?
Quando virá sua atenção?
Amanhã não sei se estarei aqui.
Suas flores de remorso
Talves cheguem tarde...
Traga uma migalha do seu apreço
Chega de desculpas....

quarta-feira, 24 de março de 2010

Viagem


Em meu ágil transporte
Viajei...
Ao agreste , naquela casinha
Ouvi da avózinha
Histórias de ponto de cruz...
Cheiro de bolo e café
Conversas de renda
Retalhos de vida...
Já se foi meu amado
Mas não estou só
Cozinho, lavo e passo
Converso com o sol
Que vem de manhã
Com a lua as estrelas
Converso em silêncio...
Choro as lembranças
Dos meus sonhos bons!
Mostrou-me uma planta
Falou-me de um chá
Que muitos em vida precisam tomar
É bom para alma
Para os olhos também
E com biscoito
A conversa vai bem
Ser percebido e perceber também
Somos idosos e amamos tão bem...
Viajei ... você percebeu?