segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Amizade


Surge derrepente
Já nós vem pronta
Atitudes que marcam...
Tatuam a alma
No profundo do nosso ser
Nos faz ir além
Surge de madrugada
Quando caímos
Nos dá a mão
A palavra que conserta
No frio, é o calor
Não marcamos audiência
Pára tudo, para nos atender
Surge de madrugada
Quando nosso carro enguiça
Nos devolve o que perdemos...
Surge no clarão do dia
Na fila de um banco
Em um beco sem saída
Mãos de enxugam nossas lágrimas
Nos leva ao médico
Nos visita no hospital
Que escuta
Nos encoraja
Nos mostra seu coração
Nos compreende
Amizade de perto
De longe
De um jovem
De um adulto
de uma criança
O estético de gestos
A lembrança na oração
Nos colocando sempre
Diante de Deus.

Silêncio


De onde advém tantas dores?
Está dentro em um profundo...
Maltrata, remexe
Corroe e dói
Meus antepassados...
Eu mesmo o culpado?
As lamentações de Jeremias
Dos Josés das Marias
Falamos e não ouvimos
Orações de monólogos
Uma ansiedade para
Se ter
Não para viver
De onde advém tantas dores?
O pão que nos alimenta
Prazeres, e escolhas...
Uma voz ecoa
Onde está seu tesouro?
Lá está seu coração.
A fama, ouro,
Poder, posição
Nos pregões do mundo
A cada dia a cotação
O valor de sua alma
O Valor de sua vida
Por quando você está vendendo?...
Por uma bala de açúcar?...
Por uma , nada doce?...
De onde advém tantas dores?
Os Caminhos que escolhemos
Os frutos que plantamos
Para que serve uma Bic que não escreve?
Uma Brastemp que não lava?
É assim um homem sem alma...
Não foi o acaso seu formador
Deus é seu criador
Das suas unhas à alma...
Seu cérebro e seus pensares...
Se deres ouvidos a ele
Comereis o melhor da terra
Ele é o bálsamo
Para as mais profundas feridas
Como anda sua agenda?
Marque um dia com Jesus.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Morada



Moradas dos homens
Forjadas com
Ferro e ouro
De tolo
Multidões
Contemplam
Contendas
Separados
Por solidão
Gerar filhos
Lapidar pedras
Respirar o pó
Jovens inquietos
Sonhadores
Ilusões
Forjada em
Barro e palha
Fama
Sucesso
Dinheiro
Velhos com
Cajados
Enrugados
Não são
Exemplos
Atalhos
Veredas
Do mau
Moradas que
Não abrigam
Teto sem proteção
Jardim sem flores
Moradas forjadas
Em dores
Cai
sofri
Aprendi
Morada Forjada
Em ouro
Puro
J e s u s.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Entre





Escapou-me
Entre os dedos
Se foi...
Onde estais ?
Aqui ?
Ali ?
Além mar...
Sob o tapete
Ainda está
A chave

entre

sente-se
Volto já
Quero te ouvir
Me calar...

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Insônia


Rolei em meu leito
Na solidão,viagens...
Só pensares tristonhos
Noite, madrugada
Vencido
Cansado
Sonhei
Despertei
Sublimação...
Não a vi
Sofri
Não foi bom
Continuo só
A sonhar
Um rosto
Um corpo
Uma condensação
De amor e
Vidas
Sonhos bons...

Instantes

Entrei em seus olhos
transbordei-me
Suas lágrimas...
Por mim
Não senti
No caminhar
Desertos...
O oásis de miragem...
Nem isto vi
Sofri
Aprendi
Antes eu vivi ...
Com muita
Sede de ti...
Vou voltar
Vivermos
Te amar

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Nobreza de um pobre Júlio César


Não é nada fácil perdoar , as pessoas ditas" normais" têm dificuldade para lidar nestas situações; e o que dizer de pessoas "anormais" ou ditas "especiais", os esquizofênicos ou chamadas de "tarja preta". Vamos aos fatos: Júlio César e Elizabeth, nasceram e vivem no mesmo bairro sendo que um mora no lado direito e o outro no lado esquerdo, na ladeira da Rua Itaú; de famílias diferentes em todos os sentidos, Elizabeth seus pais tinham uma situação razoável, viviam em uma boa casa com garagem para um automóvel, televisor, telefone, seus pais tinham uma certa formação, com isto sabiam a importância da educação na vida de Elizabeth; podemos dizer uma "família normal".Alguns anos se passaram Elizabeth, na sua pré adolescência sofreu um acidente de carro, em consequência do acidente teve um traumatismo no cérebro, fato que desde este dia sua memória não fora a mesma, sua vida passou a ser médicos, remédios e tratamentos. Na escola seu aprendizado não fora o mesmo, anos passaram adolescência, juventude, hoje Elizabeth tem seus quarenta anos mais ou menos , ora pensa como adulto, ora com uma criança. Os remédios e seus efeitos colaterais.... muita sonolência...Quanto ao Júlio César nada de nobreza, filho de uma família desestruturada vários irmãos em um casebre que mal acomodava a família, tudo era muito pouco: alimento, roupa, educação.Na ladeira da rua Itaú um casebre sem muro , sem cerca. Júlio César e sua triste situação sócio econômica, na escola não tinha atenção para os estudos sua mente era sua barriga como pensar com fome? sua maior alegria era na hora da merenda , que era dada pela escola, Júlio e seu sonho ter uma pipa e ve-la voar, só em sonho e em suas mímicas , fingindo dando e recolhendo a linha, seus gestos de zig- zag para mostrar suas habilidades.Foi assim, é assim a Vida de Júlio César, hoje com seus quase quarenta anos age como uma criança. Na Rua Itaú o que separa Júlio César de Elizabeth são poucos metros e um muro alto pois a casa de Elizabeth tem um, o mais sempre se esbarraram no ir e vir da ladeira. Mas um dia Júlio César e Elizabeth se desentenderam por uma simples brincadeira, Júlio César em suas idas e vindas em seu portão viu Elizabeth do outro lado e disse:-Elizabeth seu namorado passou aqui ,Elizabeth estava nos seus dias de "tarja preta" falou em voz alta:- seu bobo eu não tenho namorado, para de falar bobeira, seu maluco, Júlio respondeu: maluco é você, Elizabeth atropelou e gritou:- não fala mais comigo seu doido.Os dias se passaram na Ladeira da rua Itaú, Júlio César e Elizabeth não se falaram: estavam de mal. passou-se vários dias aquela situação. Mas em um dia bem cedinho Júlio César teve uma ideia, uma bela ideia... pegou uma folha de papel e escreveu uns garranchos : Elizabeth você quer ficar de bem comigo? junto a estas palavras dois quadradinhos em branco sim e não, para ela colocar um X ; Júlio César atravessou a rua e foi no murro alto da casa de Elizabeth e colou a folha de papel. Elizabeth não havia notado a folha colada em seu murro, Júlio do outro lado da rua com os olhos atento para saber a resposta, e nada... e nada de Elizabeth dar o sim ou o não; Dona Zica mãe de Elizabeth notou aquela papel colado no muro, achou engraçado com o papel em suas mãos entrou em casa e disse:- Elizabeth filha com quem você ficou de mal aí na rua ? ...Elizabeth respondeu:- com o Júlio César ele é muito bobo, mas dona Zica tornou a falar:- Ele é tão bonzinho nada de brigar com o coitado ele é uma criança grande. No dia seguinte Júlio César como não vira o papel colado no muro pensou e como pensou... Ela vai responder sim ou será não ?... Júlio e sua ansiedade, passou aquele dia e nada de resposta O que veio em mente , vou fazer outro papel com letras coloridas e vou colar novamente, foi isto que ele fez com letras maiores e coloridas: Elizabeth você quer ficar de bem comigo?, sim ou não e os quadrinhos em branco para o X da resposta. Naquela tarde deste dia veio as chuvas e o papel colorido firme colado no muro só que a tinta escorreu e as palavras ficaram borradas. No outro dia bem cedinho lá estava Júlio preparou outro papel com letras bem coloridas... e ficou sentado em uma velha cadeira a espera da resposta , seus olhos ligados ao muro o dia inteiro , sonhando...sonhando com um sim. Eu passei pela ladeira da Rua Itaú, confesso como eu torço, para ver o quadradinho daquela folha de papel com um sim e bem colorico.Vai ser a maior alegria para Júlio César , ficar de bem com Elizabeth ; Júlio César que mora na rua com nome de banco, não tem um real se quer, mas foi nobre no esforço de ficar de bem.