sábado, 27 de fevereiro de 2010

Sonhos



A sanidade de criança
Que bom! faz bem...
Os homens são insanos?...
Criar palavras...ser criança
Me peguei falando com as formigas
E seres nas nuvens
Formam meu teatro
De um mundo infantil
Que se vai no caminho do brincar
Meu sonho é não crescer por dentro
Não quero emburrecer
Ser um infantil sempre
No balanço da mangueira
Ir até o céu
Colher o algodão das nuvens
Só depois navegar
Em um barco de papel
Quando o sol dormir
Quero ver sua cama
Quando ele acordar
Quero ver ele escovar os dentes
Se não escovar qual seu castigo
Quero sai pra fora...entende...
Em guerra de travesseiro
Brincar na chuva
Voar com os pássaros
E ver em cores
Bolas de sabão
Ser incapaz...infantil
Não tolo como os adultos
Quero sempre repetir
Os porques?...
A água do mar é tão salgada?
Peixe galo come milho?
Sonho sempre ser criança
Tento retento...
Em meus sonhos
Descobri...
Dos pequeninos é o reino dos Céus.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

inspiração


Convidou-me para sair
Ver como anda os nossos dias...


Carreguei na tinta,
Porque a vida é quem dita
Quando só o homem milita
O desenrolar de estampa
Ora suave, ora agressão
Ora tufão, ora uma brisa
Ora mel, ora fel
Porque a vida é quem dita
Há segurança...?
Soldados armados
Quando o homem milita
Eu queria ser brando , terno
O asfalto da cidade queima
O orvalho do campo faz um bem
Porque a VIDA é quem dita
Como é bom estar frente a um lago
Jogando pedras e -las
Deslizando na superfície
Uma paz tão simples
Quando A verdadeira VIDA milita
Gerações ganham vidas
O viver com amor
Com outro sabor
A canção suave
De um vento bom
A VIDA é quem dita
Negue-se a si mesmo
Seguir uma vida
A que realmente dita...
A porta é estreita
Quem a ultrapassa
Terá luz,
Não agride os olhos
O ambiente se harmoniza
Em sossego... silêncio...
Que Paz!

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

O nome

Imaginem um povoado...
Bosque, pássaros e flores
Campina e Vale
Bela Vista, o povoado!
Faz jus ao nome
Se não fosse o homem...
Um riacho e o dizer
Água não é boa pra beber
No sopé de um dos montes
A visão embaça
Bela Vista faz jus ao nome
Se não fosse o homem...
O povoado respira o pó da morte
Na velocidade dos seus homens
Em seus negócios de drogas
Na praça não se brinca
Bela Vista faz jus ao nome
Se não fosse o homem...
Templos e Igreja?
Poucos vivendo
muitos morrendo
Bela Vista e seus grotões
Erosões nos corações dos homens maus
Aqui sobrevive Alice
Nada de maravilha
Vítima da indiferença
Transporta em seu frágil corpo
Aids na carne, dores na alma
Ela e seu filho, um bêbado...
Bela Vista faz jus ao nome
Se não fosse o homem...
Alice não sabe ler
As religiões a confunde
Rezas, maldição
Prosperidade, contribuição
Nada de pão só migalhas.
Doutrinas que não se calam...
Parem para ouvir...
O que disse Alice:
Em Bela Vista
Só Jesus me vê
Só ele me visita.