quinta-feira, 29 de abril de 2010

Pensares


Fui ao shopping não para comprar e ver vitrines;
Fui organizar minha mente, comprei um saco de pipocas
Sentei-me em um banco, eu e minhas pipocas...
Elas ajudaram-me a entender
O quê havia de insosso em minha mente,
Tudo isto por apenas um real e cinquenta centavos


Vamos aprender com as crianças os segredos das pipas
E a felicidade em fazer bolas de sabão
Tal qual alguém que viu o mar, pela primeira vez

As vezes somos tão transparentes no meio de tantas pessoas
que nem somos notados
Mas há uma compensação
Não deixamos nenhuma má impressão...

Quando você soltar os seus cachorros para
cima do outro é melhor torcer
para que o outro seja um bom domador

Não dê flores com cheiro de remorso
e sim com aroma de confissão
Perceba a alegria sadia de muitos
e cultive esta mesma alegria a todos

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Becos e ruas


Ensaiar... Ensaiar...
Há caídos nos becos
Ruas e calçadas
Não se ensaia para ajudar
Ajude!
Não se ensaia consolar
Console!
No escuro
Não se ensaia a luz
Mostre Jesus
Em sua vida...
Sua canção...
Já não está por de mais
Ensaiada?
Lá no beco há fome
Crianças abandonadas
Ébrios e suas drogas
Não ensaie seu olhar
Olhe!
Fale e viva...
Mostre a salvação
Vá, não fique
Faça, não espere
Há muito sofrer...
Não ensaie o atender
Nos becos e ruas
Muitos estão morrendo
Não é hora para ensaio.

sábado, 24 de abril de 2010

Na Praça

Um silêncio na praça
O vento sopra as folhas
Das árvores
Elas e os homens se vão
Em um silêncio
Outono de todos
Não vieram as crianças
Com seus risos inocentes
O medo e o abandono
Mendigos e menores
Uma cola que não une
Um bêbado e seu discurso
Uma praça sem graça
Os olhares em desconforto
Uma fonte que não jorra água
As flores não são notadas
Uma praça... sem graça
Um perecer...
Por não ter e nem
Saber o que é graça
É nesta praça que Jesus
Quer nos falar
Vamos ouvi-lo?

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Avisos


Assim, em tudo,façam aos outros
o que vocês querem que eles lhes façam...
Mt. 7:12 Versão Internacional.


Onde vivemos nos deparamos com avisos, placas, cartazes etc... Não fume, não estacione,
não pise na grama, silêncio, assentos reservados para idosos e gestantes, desligue o celular não jogue lixo neste local; Avisos... avisos... poluição de avisos, placas e cartazes, ufa!!!
Quanta tinta, papel e parede! haja bolso, esforço e visão; O resultado para atenção e cumprimento destes avisos não são nada satisfatórios, são poucas as respostas.
- "É ssim mesmo não tem jeito", dizem muitos, - "não adianta nada eu faço a minha parte os outros não fazem", Só há uma maneira de mudar este triste quadro, começando por mim , por você, só um aviso se faz necessário, foi a aviso que a quase dois mil anos fora dito por Jesus Cristo, aviso registrado por Mateus um dos seus discípulos "ASSIM, EM TUDO, FAÇAM AOS OUTROS O QUE VOCÊS QUEREM QUE ELES LHES FAÇAM". ( Mt.7:12) Para que realmente isto aconteça, temos que ter isto muito bem fixado em nossos corações; Ao fixarmos este aviso dentro de nós começaremos a retirada das placas , cartazes e avisos que tanto poluem a nossas vidas e nossas cidades. Creio que muitos sonham com uma transformação em nossa sociedade: mudanças de hábitos, valores morais, éticos, e amor ao seu próximo. Quando aplicarmos o aviso de Jesus em nosso dia a dia não precisaremos mais de placas e cartazes que tanto nos maltratam.



sábado, 10 de abril de 2010

Urdidura


Tecer um poema
Requer encontrar o fio
Tramar, tramar...
De palavras
Que deve ser concluído
Pelos outros
Só faz sentido....quando
Compreendido pelo outro
Que é leitor
Ver, ler, compreender
A trama pode ter cores
Ora são brandas... acalma
Ora inquietas... agridem
Nos faz navegar
Nestas braçadas na web
Nestes dias, não devia ?
Há um antropofagismo
Devorador, jogos de guerras
Uma trama de morte
Ninguém se fala...atrapalha!
Como ter um trama suave ?
Trama poesia de seda
Trama de um fio qualquer
Há um correr insano
Cada leitor a sua maneira
Lê a trama e lhe confere uma forma
Outros nada vêem
Neste sistema mecânico
Não percebe uma virgula, uma pausa
Nesta imensa colcha de retalhos
Surgem fios, indiferença e desilusão
Nos levando a uma trama
Dolorosa e indomável
Chicote louco,
Cada leitor uma trama
Uma caverna
Uma cisterna
Uma imagem
Feita de letras
Que nos falou
Dos lírios do campo
Nasceram tecidos
Uma trama para o leitor.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Dia a dia


Aprendi com as crianças
Elas não perdem a felicidade quando
Colecionam, figurinhas, selos...
Há adultos que perdem sua felicidade
Vivem uma vida inteira
Colecionando remorsos.

A maneira mais segura de se tornar
interessante é mostrar-se interessado
A intensidade de seu interesse mostra
como fala a sua alma

Quando ouvimos com o coração estas palavras
soam com uma bela sinfonia:
"Eu preciso de você"...

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Conhecer

Como nos conhecemos?
Foram os fatos...
As opiniões...
As emoções...
Meu semblante
Não foi ?
Foram as palavras
Talvez revolveu
Marcou em ferro quente
As marcas dos gritos
O sussurro que adverte
O acalento, o espanto
A denuncia do sensato
Foram as palavras
O dedo do apontar
Um mundo que chora
As mazelas dos homens
Foram as palavras
Que aproximou as almas
Que aspiram por paz
O fato que não sensibiliza
A opinião estática
A emoção surda
Que não enxuga as lágrimas
O silêncio que esconde uma verdade
Foram as palavras
Que muitos
Economizam
E não dirão nunca
Querem agradar o céu
E muito mais o chão
Palavras de apoio
De apreço
Eu quero para mim
Aos outros, nem tanto
Um cantar e compor
Uma palavra ficção...
Oração surda
Um gesto sem sentido
A palavra que o Senhor vai aferir
No fiel de sua balança
Ele conhece de Fato
Ele conhece a opinião
Ele conhece a emoção
Ele conhece seu sim...
E também o seu não...

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Fazer o bem


Tudo quanto, pois quereis que os
homens vos façam, assim façai-o
vós também a eles;.... Mt.7:12





Aos poucos vamos nos reconhecendo...
Quero amar e não me envolver
Quero falar e não ouvir
Quero ser servido e não servir
Quero ser visto e não ver
Aos poucos vamos nos desconhecendo
Não aprendemos nada....
Nas engrenagens do meu eu
Faltam um amputar de Deus
Somos mecânicos, imagem de homem
Um robô melhorado
Fazer o bem me falta
Posso fazer, não faço
Me pego ao pecar
Espero um retorno
Nada de graça
Nas engrenagens do meu eu
É preciso morrer esta máquina
E lembrar-me sou a imagem de Deus
Me nego aos domingos
Nos outros dias me revisto
De enganos
Meu olhar é escuro
Minto aos homens
Me escondo de Deus