quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Impetuoso


Leva como um furação
A angústia do meu coração
Há um conflito estou aflito
Leva impetuoso leva
As manhãs cinzentas
Da minha existência
A dúvida
O marasmo
Eu não atino onde chegar
Em minhas estradas
Cegos conduzindo cegos
Leva dono do vento
Meu sofrimento
Quero sorrir um pouco
Uma falta de ar
Dono do oxigênio
Quero respirar
Ondas bravias
Querem me tragar
Dono do mar
Vou morrer !
Sossegai
Eu sou contigo
Desde o princípio
Vou aplacar
Suas revoltas
Venhas a mim
Eu sou dono do mundo
Impetuoso
Calmo
O principio
O fim
Sou a paz
Me ouça
Em instante
Quem está morto
Faço viver
Eu não minto
Você crê?

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Meu sonho


Onde estiver a dúvida
Que venha a certeza
Onde há mentira
Que haja A verdade
Casas não ficarão em pé
Castelo de sonhos
Irá ao chão
Onde firmar
As colunas
Seus cálculos matemáticos
Podem falhar
Na primeira chuva
No primeiro vento
Chão e ruínas
O tudo e o nada
São as mesmas coisas
Quando não firmados
Sem fundamento
Castelos, casas
Vão ao vento
O saber cientifico
Não é tudo
Um eu mal formado
Um egoísmo
Reação em cadeia
Castelos de sonhos
Ilusões
Formados para solidão
Construir um sonho
Edificar uma vida
Só há uma saída
Negar a si mesmo
Construir uma vida
O arquiteto do universo
Nos diz
Ouça meu filho
Faça com ele sua planta
Construa sua casa
Não sendo assim
Sonhos ... ruínas
Em ruas de mentiras

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

A luz


Quando não há luz
Há isqueiros na noite
A cidade é sombria
Não enxergamos
As flores no jacarandá
No galho, que belo!
No chão, que visão!
Não sorrimos para vida
Morremos a cada instante
Corremos atrás do vento
Do vil metal
Em vão construimos
Muros
Nos isolamos
A incerteza
Casas em areia
Uma droga de vida
Uma vida de droga
Não enxergamos as manhãs
Não construimos felicidade
A maciez de uma cama
Quem julga é a mente
Uma mente em paz
O dormir em folha de jornal
Não faz mal
Vida com luz
Viaja em amenidades
Um legado bom
Um viver marcante
Há certeza no chegar
Não é assim
Meninos e crack
Vagalumes em noite de morte
Dias em dores
Perdidos, parados
Um pesar
Pesadelos
Homens sem luz
Meninos sem Deus
Cidade em retalhos
Atalhos....não !
O Caminho para ver
Meninos não mais dores
Homens não mais morte
Com Jesus no olhar
Veremos jacarandás
Homens e flores
Um viver na Luz

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Bullying



A palavra do instante
A dor é constante
Atitude agressiva
Um direto ao peito
Um xingamento
Uma risada
A quem não é padrão
Nas escolas, nas estradas
O mais perigoso
Um bullying ferrenho
A aparência física
A raça, a classe social
Narciso só vê o que é igual
Um passar distante
Um gueto, uma gangue
Um olhar aos que nos olham
Um amar aos que nos amam
Um cyberbullying destruidor
Um xingar, um deboche
Uma risada de valentão
A triste humilhação
Um gentil em gentileza
Só com os seus
Um comportar
Adentrou aos templos
Infeliz amizade utilitária
Imundo é o mundo
Sem o amor de Deus

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

A palavra



Ilha de palavras
Para dormir cantigas
Acalmam as sensíveis almas
Palavras além das palavras
Nos traz sementes do bem
Palavras aquém nos chocam
Palavras sem vida
Dos sem palavras
Palavras de amor
Dos apaixonados
As palavras carinhos
Levitar em palavras
Palavras duras
Tem cura?
Agressão
Palavras vazias
Sementes de dores
Choro, separação
Palavras equação
Palavras solução
Palavras de perdão
Setenta vezes sete
Confissão
Palavra verdade
Palavra amor
Jesus Senhor