quarta-feira, 27 de abril de 2011

No meio do caminho


No caminho há um pedra
Drummond nem sonhava
Em Minas, São Paulo até Brasília
Há um Pedra no caminho
Pode ser escondida na palma mão
Homens, mulheres e meninos
Quem dá dois por uma pedra?
Quem tem uma nota de cinco?
Em um cachimbo a fumaça
Euforia de morte, alucinações
A pedra gravada na mente
Neurônios sangrando morte
Zumbis inquietos
Agora ao chão
Ratos, baratas
Juntos resto de gente
Nada que não seja a pedra
Parece tocá-los
São poucos minutos
Viagens ensaios de morte
A bolsa do crack a noite inteira
Comprando e trocando tudo
Salsichas vencidas achadas no lixo
Tudo por um a pedra
Crianças, vidas marcadas
Mulheres grávidas
Vivendo com os ratos
Nas marquises das ruas
Socorro! socorro!
Gente bem vestida
Tênis da moda
Moradores de rua
Não existe mais rico
Não existe mais pobre
Todos rente ao chão
Socorro!... nos socorram!
Os homens inventam
Pedra da morte
Deus nos deu a Pedra da Vida
Os construtores rejeitaram
Ele se tornou a Pedra principal
Não há salvação em nenhum outro
Só Jesus... Só Jesus!

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Eu quero entender





Foi um erro ficar à sombra de seu olhar?
Ficar à espera do seu palpitar
Eu quero entender
As manhãs nos esperam
A vida nos espera
Para a batalha do viver
Há uma luta interna
Dentro em mim
Vem me ajudar
Estou só neste final de tarde
Vou fazer pipoca
Vamos ver o filme de nossas lutas
Onde erramos?
Nas palavras?
Nos afetos?
Foi um erro esperar
Você não veio
Fui à sua casa
Não fui reconhecido
Depois desta odisséia
Só seu cão me esperava
Morreu feliz ao me ver
Eu quero entender
Um animal me reconheceu
Um humano não me viu...