sexta-feira, 20 de maio de 2011

Eu


Eu era muitos
Enquanto rolava o mundo
Um jovem querendo saber
O olhar e o rosto da bela menina
O coração acelerado
Olhava os cadernos...o que sonha?
Os olhos e seus mistérios
As moças me inquietavam
Um perfume de sonhar
Eu era muitos....
A espera de um sorriso
Meus sentimentos
Eu um vulcão confuso
Querendo viver um grande amor
No campo, na praia
As noticias eram de guerras
Eu era muitos
Como pais que perdem seus filhos
Nas guerras ....nas drogas...
Uma sucessão de sol e tempestade
Porque sofrem os inocentes?
Quer plante árvore, quer crie palavras
Porque esta guerra não tem fim?
Eu era muitos....
Um menino, um jovem....
Faço ainda hoje um pouco das idades
Eu sou muitos....
Mas como sonho ser um menino

sexta-feira, 6 de maio de 2011

O lixo


Estou me lixando
A voz de quem iria limpar a cidade
Cuidar das vidas
Melhorar nossas estradas
Ativo dentro de um pensar
Não dou a mínima
As ruas sangrando nossos lixos
O abandono de gestos, ações
Falta tudo a muitos
Há tudo a poucos
Onde irá parar
Este ser que está se lixando?
Um chiclete na calçada
Um papel de bala
Cigarros sobre o chão
Estou me lixando
Em que coleta colocar este homem
Metal, plástico ou papel
Incinerado? e ele se deixa?
E das cinzas nascer de novo
Na alquimia de Deus
Água vira vinho
Morto passa a viver
Ficar se lixando...
Mentes baldias... não dá !