sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Éco


Éco não é coisa de boneco
São palavras ditas em prédios vazios
Vozes infantis que sonham brincar
Que buscam entender os seus dizeres
Olhares refletem a felicidade
Nada caro, nada raro
Um jeito de ser apenas criança
Ser boneco é coisa e adulto
Ser fantoche repetindo
Um som de um submundo
Por uns minutos, fama
Ruídos em corações vazios
Tudo caro e raro
Homens que não sabem sorrir
O mundo e seus negócios
O mundo e seus sócios
Dinheiro e poder
Mundo sem tempo
Homens espantalhos
Nos jardins do riso
Afastam crianças
Sonhos de bolas de sabão
Viagem em pipas
Passeios em barcos de papel
Quem sabe ainda haverá
Um cyborg-homem
Em nossas praças
Rodando pião
Jogando bolinha de gude
Gritando palavras ao vento
Vamos ser criança

domingo, 9 de outubro de 2011

Volátil


Há uma luz volátil
Que retinas não atinam
Os olhos opacos de carne
Cegos por luzes, neons
Há vagalumes ora luz
Ora escuro, tombos
Calombos no corpo
Feridas na alma
Por alguns minutos fama
Se vende a vida
Por qualquer dinheiro
Por qualquer prazer
Luz, flash, notícias
Há mariposas que brigam
Mortas famintas por luzes
Luz volátil, fatal escura
Fama, forma a cama
Reduto dos mortais
De um sonho temporal
Luzes que queimam
Fogo que destrói a alma
Para quem tem a retina de carne
Há uma luz atemporal
Há uma luz eternal
Onde os pés não vacilam
Clarão do Caminho
Luz para o imundo
Clarão para estrada
Caminho do Céu
Há uma luz
Para os olhos da fé
Jesus, a luz que não agride
Para quem se deixa enxergar