quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Alguns instantes


Passei em sua vida
Por alguns instantes
Nada fora como antes
O olhar não fora o mesmo
O riso não fora o mesmo
Não se repetem
Os mesmos passos na areia
Nada fora como antes
As pedras que jogamos
No mesmo lago
De águas calmas
Seus círculos...
Não foram os mesmos
O hoje não será como ontem
Por alguns instantes
Olhe para os meus olhos
Há uma lágrima de felicidade
Você passou em minha vida
Por alguns instantes
Sonhei brincar na chuva
Por uns instantes
A água nos molhou
Risos... a dança
Alguns instantes
A felicidade contigo
Alguns instantes
Seu olhos, seu corpo
Sua voz dizendo
Fique alguns instantes...

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Dias Velozes


Os dias são velozes
O tempo é contabilizado
Não há tempo para pausa
Não há tempo para escuta
Os dias são velozes
Os dias são vorazes
Há uma distância
São poucos os ouvidos
Era da informação
Muita transmissão
Pouca percepção
Pouca reflexão
Há uma ficcionalização
Do horror, do banal
Em dias velozes
Como sentir as flores
Aroma de remorso?...
Ou perfume de confissão?...
Dias velozes
Não são belos, não são feios
São grotescos
Eu clamo por lentidão
Lugar para se sentar
E perceber que não basta Twittar
Na lentidão damos as mãos
Sentimos o frio, o calor
E o pulsar dos corações
Tudo isto são pétalas
Que precisam de receptáculos
Em vidas mais lentas
Virão as flores
As saudosas abelhas
E dias mais doces...