quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Imprevisível


Se você embarcar comigo nesta jornada
Nunca saberá qual será a próxima etapa
Pode ser um viagem segura
Pode ser uma viagem caótica
Viagem com poeta é imprevisível
Quando estou em estado de poesia
Tenho memórias em extremos
Há momentos que são claros
Outros só me lembro da dor
Os detalhes se perdem
As lágrimas não são vistas
Eles escorrem dentro em mim
Tenho medo de ficar sozinho
Quer vir comigo nesta viagem?
Sempre há algo pairando no ar
Vamos ficar cinco minutos observando...
As ruas me chamam de omisso
Em meu silêncio prospera a vergonha
Eu não pude curar sua dor
Olhar de cidade que agoniza....
Implorando por um conforto
Fiquei assombrado...
Este lugar é tão familiar
Suas chagas, suas lágrimas
Em bancos frios de concreto
Nossa alegria será blasfêmia
Há dias que não somos capazes...
Voltemos amanhã... será que haverá?

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Retalhos


Fiz um poema...
Retalhos de palavras
Pode parecer curto
Ora cobre a cabeça
Não os pés
Inquieta minh'alma...
A imagem dará sentido
Em dias de frios
Em dias vazios
Eu dou de presente
Ao frágil, ao doente
Sob ele as palavras
Darão sentido
A quem dorme
A quem assiste o dormir
E na manhã buscar
Retalhos de pessoas
Faze-los ouvirem
Remendo velho
Em vestido novo
Não veste bem
Fiz um poema
Para acordar os que dormem
Mas a Palavra veio primeiro
Em tecido inteiro
Cuide dos frágeis
Palavras de Jesus