quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Gavetas


Nas gavetas não se prendem
Sentimentos, pensamentos
O que criança fala é bom escrever
Algo muito mais feroz que as traças
Cupins não entende as metáforas
Metáforas entende os Cupins
Eles podem comer o papel
Eles podem comer os versos
A poesia jamais
No obscuro, há luz
Em gavetas estão os sonhos
Apenas a espera de asas
Voar por todos os cantos
Para nos intrigar
Com perguntas sem respostas
Eu quero entender
Vietnã seus inocentes
Eu quero entender
O homem na lua
Marcas sem futuro
Seremos os primeiros
Perguntas sem respostas
Respostas sem perguntas
Morre quem for pacifista
Na luta de seu sonho
Nas gavetas dos generais, guerras
Na de Luther a paz
Não há vencedores
Perdemos no olhar
Podemos no observar
O que a criança fala
Homem não escreve
Continuam em gavetas
Pesadelos...
Não podemos dormir
Em lágrimas...
Buscamos respostas
Para quem este mundo?
Para os meninos homens
Ou homens meninos?