terça-feira, 17 de abril de 2012

Flor em deserto

A caravana vê os cactus
Espinhos , não flores
Quem anda em deserto
Só espera água
E morrer na areia
Um olhar em desalento
Um olhar desatento
Deserto, garganta sedenta
Lá está solitária beleza
A água do seu olhar virá ?
Uma flor dura pouco
Instantes de vida
Rara beleza
Sombras que refrescam
Retinas atinam
Pode não haver o amanhã
Ficarão as águas
Nuvens sem chuvas
Sinais não exatos
Lá estão cactus...
Lá estão espinhos...
Lá a bela flor...
Será para quem?
Viajantes que se arriscam
Olhar uma flor
Acharão fontes...
Lágrimas de alegria
Flores e homens
Paisagens amenas
Nem só de água vive a flor
Nem só de água vive o homem

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Bicicletar


O ritmo das rodas
Nas cidades dos homens
Automóveis não se movem
Bicicletar é hora
Bicicletar... sonhar
Em que ruas pedalar?
A vida não parou
Para o bom ar no rosto
Diz Sophia: quero bicicletar
Sabedoria de criança
O carro mata
Sou pequena
Meu avô é grandão
Ele sabe bem bicicletar
Eu sonho como Sophia
Barulhos de risos...
Idosos, crianças
Não acordem os carros
Quero aprender bicicletar.