quarta-feira, 23 de maio de 2012

Anjos


Há anjos em nosso meio
Anjos falam nossa língua
Não enxergamos
Não hospedamos
A lição de Ló esquecemos
A cidade em caos
Uma Gomorra que morre
Sem dono... Sodoma
Os Anjos falam
Por minha boca
Por tua boca?
Não temas, eles falam
A terra treme
A terra geme
O principio das dores
Quando o fim ?
Não há data
Não há dia
Não há ano
Não ouça os homens
Com os anjos
Em um piscar de olhos
Em nuvens virá
O dia fatal
O juízo eternal
O salvador das vidas
Será saudado...
Pelos anjos pelos homens
Homens que se fizeram de meninos
O dia fatal...
O dia do choro eternal
Choro de tristeza
Choro de alegria
Tudo está consumado.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Nomes




















Não se pode ver
Não há tempo, espaço
Elas têm nomes
Elas rolam marcando
Fogo, ferro, água
Seus nomes são lágrimas
Abandono, cão sem dono
Desamor...elas rolam
Está na boca do Acre
Inundando as casas
Animais e homens
A espera da arca de Noé
A espera de um pé
A espera de uma mão
As chuvas que não secam
Fogo, ferro e brasa
As lágrimas tem codinomes
Descaso, omissão, fome
Está no ventre do Piauí
Lágrimas sem água
A espera de um pé
Mato qualquer...
Chão rachado
Quando virá lágrimas?
Chorar conosco
E nos trazer
Uns dois dedinhos de água
Estas gotas invisíveis
Em meu rosto têm nomes
Solidão, sofridão...
Não quero ofende-los
São lágrimas...