quinta-feira, 14 de junho de 2012

Em um Canto


Tenho chorado
Não é figura
É linguagem de uma dor
A semente do amor
Não sei, fora pisada
Minha esperança
Homens crianças...
Os homens de pedras...
Tenho chorado
Estou desfigurado
Minha intenção
Plantar e colher
Há inverno nos homens
Minha semente
Entre o asfalto e a calçada
No canto de uma marquise
Irá brotar?
Um menino me diz
Tio que frio...
Minha semente
Trigo...somente
Trigo semente
Abrir a mão
Minha intenção
Minhas lágrimas
Gotas de ação
Pão para o corpo
Pão para a alma
Há fome
Com nome
Sobre nome...
João Ninguém
Da boca ao coração
Se o pão germinar
Haverá um outro ser
Com nome e sobrenome
João Filho de Deus.

terça-feira, 5 de junho de 2012

A verdade


A vida não é alegre
Ainda não somos capazes
Há ameaças...o caos
Não nos rendemos
As explicações divina
Nietzsche e seu deus
Você tem razão...
Alias ele nunca existiu
Morreu....o homem
E o super-homem
Estamos procurando
Onde está, onde atua...?
Nas casas, nos becos, nas ruas ?!
Feito pela mãos dos homens
Tem boca não fala...
Tem ouvido não ouve
O deus de Nietzsche
Não fora encontrado
A nanotecnologia
Enxerga o minúsculo
O super-homem
É muito raquitico
Estamos com dores
Estamos com medo
Perdemos os anéis
Perdemos os dedos
Precisamos sobreviver
Os dias são negros
Precisamos dizer não
Indefinidas...teorias se repetem
O que mudou?....nada
Há algo definido
Inteligente Nietzsche
Onde estava seu saber
Em seu iluminado ateismo ?
Algo que não envelhece
Não morre
Feito água
Feito luz
Não criou teoria
Ele um humilde homem
Morreu por amor
A verdade definida
Imutabilidade
Encontrar saída?
Não carregue suas mochilas
Teorias...sofismas
Deus não morreu.