terça-feira, 9 de outubro de 2012

Não dito


Suas palavras não ouço
Mas elas foram ditas
Voz sem som
O livro que lhe dei
A capa, as palavras
Cortaram sua fala
Como faca
De dois gumes
Eram sedas, eram espinhos
Era água, era sal
Suas palavras não vieram
O silêncio do não dito
Falou demais
Tem doído meus ouvidos
Não há tempo e nem espaço
Não se foge em silêncio
Há um olhar que sabe codificar
O não dito é um dito
Está escrito, bem escrito...
Chega de se enganar.

Desinteressante

Não as vejo no jardim, flores Com dores traçamos destinos Balas traçantes, mortes, triste instante Só noticias frias, sem poesia Cambale...