sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Olhar de pedra

O que me afeta 
Olhar de pedra
Ele me afeta
Eu estou sóbrio
Seu olhar embriagado
Não me vê
Não se move é pedra
Lágrimas poeira...
Por alguns instantes
Quero ser seus livros
Uma história de amor
Com abraços e beijos
O que me afeta
Seu olhar de pedra
Não sou romance 
Sou a pobre poesia
Estou em extinção
Vivo no coração
Durmo em cama de palavras
Me cubro com versos sem rimas
Sonho por um olhar 
de carne é osso
O mundo está paralisado
Me diga eu já morri?
Estas vivo!
Sua amada mais ainda
Poesia minha querida
Há olhares que são pedras
Outros poucos retinas